Passadiços das arribas da Foz do Arelho

Com uma extensão de, aproximadamente, 800m, o troço da costa sobre o qual incide a proposta, desenhada por Nadia Schilling, é constituído por um conjunto de arribas e sistemas dunares de elevada sensibilidade ecológica que se caracterizam pela sua biodiversidade, pela singularidade das suas comunidades florísticas e por constituírem com zonas de grande riqueza cénica, com as arribas a definir linhas panorâmicas de grande interesse e valor paisagístico.

Foram identificadas 7 espaços aplanados, utilizados como miradouros, que apesar de integrarem uma zona sujeita a processos erosivos marcados e estando devidamente assinaladas para o risco, são zonas sujeitas a uma intensa e regular ocupação por parte de pessoas e veículos, sofrendo processos de degradação associados ao pisoteio e colocando em causa a segurança de pessoas.

O conceito de intervenção visou a regulação dos acessos a estes espaços, afastando as pessoas da faixa de risco, com a delimitação de um percurso alternativo que fizesse a ligação entre miradouros e que funcionasse simultaneamente como limite, a renaturalização dos espaços degradados, com a eliminação de espécies invasoras e replantação de espécies autóctones.

Neste sentido, foi proposto um passadiço em madeira a ligar estes espaços, que definisse o percurso que permitisse percorrer estes espaços sem os destruir, e que funcionasse ao mesmo tempo como limite.

Fonte: http://www.nadiaschilling.com/

R. Visc. Morais 14, Foz do Arelho Caldas da Rainha

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