Foram precisos 185 anos para erguer o mais grandioso monumento do Gótico flamejante Português e a genialidade de Mestres como Afonso Domingues que muito provavelmente dirigiu as obras de 1387 a 1402, Huguet que trabalha na Batalha de 1402 a 1438 e que é o autor do Portal da Glória e das suas 78 figuras, Martim Vasques que inicia a direcção das as obras de 1438 até 1448, Fernão D’Évora - dirigiu o estaleiro de 1448 a 1477, Mateus Fernandes que de 1490 a 1515 vive para o Mosteiro de Santa Maria da Vitória e João de Castilho que desenha a galeria renascentista das Capelas Imperfeitas em 1533.
A história deste Convento Dominicano começa a escrever-se no dia 14 de agosto de 1385, em pleno campo de batalha: D. João I acabara de ser aclamado rei e, desta vitória sobre os castelhanos depende o futuro da dinastia de Avis e a soberania de Portugal.
O rei promete construir um monumento em honra da Virgem Maria se saísse vitorioso da que veio a ser a Batalha de Aljubarrota. Os portugueses derrotam os Castelhanos e D. João I cumpre a sua promessa. Santa Maria da Vitória é o nome do mosteiro que vai nascer perto do local onde se travou a batalha.
As obras começam em 1386, e vão durar até 1517. Todo o século XV é dominado por esta imensa construção em que predomina o Gótico e onde surge a primeira manifestação do Manuelino, a acrescentar decoração ao Claustro Real.
Da Igreja – que se eleva a 32,5 metros, apoiada em oito colunas de cada lado, aos dois Claustros, passando pela Capela do Fundador – Panteão Real, da autoria do Mestre Huguet, onde estão eternamente D. João I, D. Filipa de Lencastre e a Ínclita Geração, às Capelas Imperfeitas e o seu muito Manuelino pórtico de entrada, à Sala do Capítulo e a sua abóboda estrelada também da autoria do muito genial Mestre Huguet, Sala onde tem lugar, diariamente, o Render da Guarda junto ao Tumulo do Soldado Desconhecido que aqui está desde 09 de Abril de 1921, à beleza intemporal dos vitrais de 1514 da Capela-Mor e Sala do Capítulo
Igualmente dignos de destaque são o dormitório, o refeitório e a cozinha do Mosteiro da Batalha.
O convite é para nos perdermos nas dimensões deste sumptuoso monumento, Património da Humanidade desde 1983 e que do Gótico flamejante nos leva pelos caminhos da História das épocas manuelina e renascentista.
Horário de funcionamento
De 16 de outubro a 31 de março
09:00 - 18:00 (última entrada às 17:30)
De 1 de abril a 15 de outubro
09:00 - 18:30 (última entrada às 18:00)
Encerra a 1 de janeiro, Domingo de Páscoa, 1 de maio e 25 de dezembro.