Igrejas e Mosteiros

Mosteiro de Alcobaça Património Mundial da UNESCO

Mosteiro de Alcobaça Património Mundial da UNESCO
O Real Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça -  Património Mundial da Humanidade, é uma das primeiras fundações monásticas da Ordem de Cister em território português. Considerado uma obra prima do génio humano, funcionou ininterruptamente com monges da Ordem de Cister durante 7 séculos.

Dos mais de 400 mosteiros filiados na Abadia de Claraval, foi o último mosteiro Beneditino a ser fundado ainda durante a vida de S. Bernardo, fruto de uma muito generosa doação de Afonso Henriques em 1153:  um território com 440 quilómetros quadrados!

S. Bernardo de Claraval dizia que Deus é largura, cumprimento, altura e profundidade. O Real Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça parece evidenciar isso mesmo: a sua Igreja, única no mundo e na arquitectura da Europa dos séculos XII e XIII tem três naves com a mesma altura! Uns sumptuosos 22 metros!

E há ainda outro facto singular: a Abadia de Alcobaça é a cópia integral da primitiva Abadia Francesa de Claraval do século XII, desaparecida na Revolução Francesa.(1812)

O Mosteiro de Alcobaça é a leitura na pedra do despojamento de Cister: vitrais incolores por onde entra a luz limpa, motivos vegetalistas, dimensão, austeridade estética!   

As obras da Igreja foram iniciadas em 1178 e terminaram um século depois.  cerca de Na igreja os mestres pedreiros da Ordem de Cister experimentaram o que era, na altura, um novo “modo” de construção – o gótico – introduzindo em Portugal essa nova linguagem arquitetónica.

No deambulatório da igreja, o pavimento cerâmico é ainda o original: ladrilhos medievais de terracota e barro vidrado.

Duas das esculturas italianas, em, da fachada barroca da igreja do início do século XVIII, são de mármore de Carrara.

Os pináculos e varandins das torres parecem minuciosos rendilhados de pedra. Tudo em Alcobaça é magistral! 

Panteão Régio da monarquia portuguesa, o Mosteiro de Alcobaça alberga os túmulos de D. Pedro I e de D. Inês de Castro, datados do séc. XIV e considerados obras-primas da escultura tumulária europeia.

Com um riquíssimo programa decorativo, neles se destacam as representações do Juízo Final, no túmulo de D. Inês, e da Roda da Vida, no túmulo de D. Pedro.

Há depois 169 esculturas monumentais em terracota, produzidas pelos monges cistercienses: policromadas e douradas, dos séculos XVII e XVIII - entre 1670 e 1765 constituem um espólio notável de arte sacra.

As 169 esculturas repartem-se por cinco núcleos escultóricos: Série Régia, Conjunto do Altar-mor, Retábulo da Sagração de São Pedro, Capela Relicário e Retábulo do Trânsito de São Bernardo.

O Mosteiro de Alcobaça é ainda um conjunto Cisterciense impar:  preserva para além da Igreja, o Claustro, Sacrista, Sala do Capitulo, Sala dos Monges onde terá funcionado o famoso Scriptorium, o dormitório e refeitório.

E há as construções da Época Moderna (séc. XVI a XVIII): Palácio Abacial e a Hospedaria, a Sala das Conclusões, a Cozinha, a Sala dos Reis, os Claustros do Cardeal e do Rachadouro, a fachada, a Sacristia nova e as Capelas do Relicário e do Desterro, obras-primas do barroco em Portugal.

E há ainda o conjunto de onze cedros centenários (cedrus atlantica) que subsistem na antiga cerca íntima monástica.

Uma imponente cozinha

A cozinha do século XVIII é a terceira cozinha que o Mosteiro conheceu.

Construída entre 1720 e 1752, é marcada pelos 26 metros da sua imponente chaminé, sustentada colunas em ferro fundido absolutamente inesperadas na arquitectura do século XVIII.

Revestida com azulejos datados de 1752: milhares de azulejos com infinitos gradientes de branco uma simples decoração em azul!

Na cozinham imperam sete tanques de lavagem: ao longo do alçado está a conduta de água potável da nascente de Chiqueda que percorre toda a cozinha para ir alimentar uma fonte no exterior!

E há o tanque que recebia a água da levada que que vinha directamente do Rio Alcoa para lavagens!

aquae ductus

É a inscrição numa lápide que indica o local exacto por onde passa a conduta de água potável! O Mosteiro está situado na confluência dos rios Alcoa e Baça e a nascente de água da Chiqueda fica muito perto.

É a evidência que o saber da engenharia hidráulica e agrícola dos monges de Cister era única:  na cerca os monges cultivavam os campos, guardavam os rebanhos, extraíam o ferro e instalaram as primeiras indústrias do país.

Desbravaram as charnecas, enxugaram os pântanos.

Plantaram diversos tipos de culturas, tanto hortícolas como frutícolas. Os conhecimentos eram passados pelos mestres das granjas às vizinhanças, num permanente contacto e troca de saberes entre todos.

O grande desenvolvimento de meados do século XIV, marca um período de prosperidade e tranquilidade. Foi a época a biblioteca da Abadia se tornou um dos maiores centros culturais de Portugal.

O Senhorio Eclesiástico geriu durante séculos, com engenho e arte, corveias e foros, acautelou a circulação de produtos, recebeu Reis e Rainhas, cumpriu 245 dias de abstinência e 152 dias de jejum, cuidou de Professos, Conversos e Noviços.

Tudo porque para a Ordem de Cister, a implementação de um mosteiro necessitava de isolamento, floresta, pedra e água!

A muito diplomática, oportuna e inteligente doação de D. Afonso Henriques tinha tudo isso.

E tinha em abundância!

Localização
Google Maps

Horário
De Outubro a Março
09:00 - 18:00 (última entrada às 17:30)

De Abril a Setembro
09:00 - 19:00 (última entrada às 18:30)

A bilheteira fecha 30 minutos antes do encerramento do monumento.
Encerrado a 1 de janeiro, Domingo de Páscoa, 1 de Maio, 20 de Agosto e 25 de Dezembro.

Mosteiro de Alcobaça Património Mundial da UNESCO
Praça 25 de Abril
2460-018 Alcobaça

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